O “Bate-bola”
Chegou o torneio que você esperou a semana toda para jogar, está na hora do bate-bola no seu par de pistas. O que fazer? Você vai para a sua saída preferida, joga na sua seta preferida, observa se a sua bola vai ao pocket e fica torcendo para que isso aconteça? Isso é o que muitas pessoas fazem, mas sugiro uma tática inteiramente diferente.
Para começar, entenda a reação da bola ao começar a ler a pista. Para isso, um dia antes você terá que praticar no treino oficial. Para ajudar, coloque um pedaço de tape branco no centro da sua bola (centro da pegada), Fazendo isso irá facilitar a leitura da pista. Jogue a bola bem lentamente e preste atenção no momento em que ela começa a tracionar na pista. Não esqueça de remover o tape durante a competição.
A idéia é jogar a bola com metade da sua velocidade normal para fazer com que a bola comece a tracionar logo no ponto em que o óleo acaba e começa o arremate.
O que estamos procurando é... Onde está o local da pista com ou pouco mais ou menos de óleo? Faremos o seguinte: Ande bem lentamente e saque a bola entre a canaleta e a primeira seta e preste atenção no ponto em que a bola começa a “rolar”. Vamos supor que a bola comece a rolar nos 25 pés.
Fazendo uma mudança paralela de 5 tábuas, jogamos agora entre a primeira e segunda seta. Supondo que estejamos na tábua 8, observe novamente o ponto onde a bola comece a rolar, vamos dizer a 35 pés. Faremos o mesmo procedimento na tábua 13, sempre jogando a bola a favor ta tábua, sem abrir bola, ai estaremos lendo a pista com mais precisão. Vamos supor que na tábua 13, a bola começou a rolar com 40 pés.
Faça o último arremesso será na seta 4 e observe o resultado. Após o quarto arremesso, teremos uma figura mental de como está o óleo. Para isso não utilize uma bola muito agressiva ou de plástico(bola coco), uma de média reação é a melhor opção.
Depois desses 4 arremessos, podemos concluir que neste caso a pista está bloqueada, ou seja, com as pontas mais secas e o meio com muito óleo.
O próximo passo é fazer uns arremessos nos pinos 7 e 10 para o corpo acostumar com a angulação, que para alguns, é uma das únicas vezes em que se usará essa angulação. Que seja então no bate-bola.
Todos estes arremessos estarão ajudando a conseguirmos informações muito importantes sobre o tipo de passagem de óleo e aquecer o corpo. Não tente logo no primeiro arremesso fazer o movimento normal, pois estará com o corpo frio, e à medida que você vai arremessando, a velocidade e rotação da bola vão se alterando, pois o corpo vai aquecendo e relaxando, logo seus primeiros arremessos não serão iguais no final do bate-bola e por isso não servem de referência.
No tempo remanescente arremesse a bola tentando achar o pocket e sugiro que o faça com um pouco mais de agressividade que o normal. Muitas vezes no bate-bola você vê pessoas conseguindo strikes consecutivos, mas quando está valendo, na primeira bola já começam encarando o pino 1. Isso acontece porque quando está valendo tentamos caprichar muito para acertar a seta e acabamos arremessando uma bola um pouco mais lenta ou com mais revolução do que estávamos fazendo no bate-bola. Tente se manter relaxado e esquecer que está valendo.
Lembre-se que apenas duas pessoas influenciam no arremesso: Você e a pessoa que passou o óleo. O trabalho dele já foi feito, você terá que descobrir o que ele fez. Seria muito melhor se conseguir fazê-lo durante o bate-bola ao invés de descobrirmos o que foi feito pelo mecânico no primeiro furo da linha. Um conselho é sempre utilizar bolas de plástico para spares. Isso tira a influência do mecânico ao tentar fechar spares. |